Essa é a Monark Super 10 1981 de Renato Polloto, reformada recentemente.
Praticamente original. Perfeita!
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Monark Super 10 – Renato Polloto
Monareta 1972 – Mateus Schenk
OláEstou mandando fotos da minha mais nova aquisição.Comprei esta monareta já reformada, não precisei fazer nada com ela, só sentar em cima e andar.Adredito que seja ano 1972, embora não possa comprovar, se alguém souber dizer o ano dela me informe.Normalmente gosto de usar minhas bicicletas, tive uma dessas quando era garoto, spo que era dobrável.No ano passado reformei uma aro 14 (Monaretinha), para o meu filho de 5 anos, depois comprei essa para andarmos juntos. Infelizmente a dele foi furtada logo em seguida.Ainda tenho uma Berlinetinha completa, precisando apenas de pintura e uma Caloi Ceci, dos anos 80, que é da minha mãe e que provavelmente não rodou 50km.Mateus Schenk FreitasTriunfo/RS

Caloi 10 – Cláudio Carlquist – 1978
Essa é a Caloi 10 1978 do Cláudio Carlquist:
Esta Caloi 10 foi um presente do meu avô, comprada em 20/03/1978. Eu tinha 9 anos e pouca altura, o selim alcançava o meu ombro e por isso meus amigos se referiam a ela como “a bicicleta monstro” (a primeira foto dá uma idéia disso). A teimosia me fez dominar a técnica de subir em um dos pedais e saltar por cima da bicicleta, saindo pedalando em seguida – sem nunca ter caído por causa disso. Esta bicicleta foi bastante usada por vários anos em minha locomoção diária, pequenas viagens por cidades vizinhas e até mesmo em uma temporada no Campeonato Valeparaibano de Ciclismo, quando foi bastante alterada para servir à tarefa. Por sorte guardei todas as peças originais, podendo assim restaurá-la à sua condição inicial quase 30 anos depois. Como o Valter contou em seu post, o tubo interno do garfo original (que havia se quebrado em uma corrida e não mais apresentava boa aparência após ter sido soldado) serviu como referência para a preparação da tinta na mesma cor usada na época, e os componentes metálicos foram em sua maioria cromados novamente.
Os adesivos foram um problema: eu fazia questão de ter minha bicicleta exatamente como ela havia sido produzida na época. Assim, não queria de modo algum aplicar “adesivos genéricos” na mesma, e com muita paciência consegui esboçá-los baseados em fotos antigas (e em parte, minha memória). Mandei produzir apenas duas unidades em uma gráfica, e embora os mesmos fossem muito semelhantes aos originais, isto “não era a mesma coisa”. Anos mais tarde, consegui uma cartela com os adesivos originais, mas tive pena de usá-los e eventualmente danificar o que era como um “filho único de pai solteiro”. Novamente, saí em busca de alguma gráfica que reproduzisse fielmente esta cartela, usando as mesmas cores, mesmo material e mesmo processo de produção (silk screen sobre filme metálico). Consegui o meu intento, apesar de ter pago quase um olho e um rim pela quantidade mínima exigida pela gráfica. O resultado está aí, a minha velha amiga em perfeita forma física apesar da idade “algo avançada”. Apenas garfo, catraca, corrente, cabos, pneus e sapatas de freios não são originais, porém a catraca possui a mesma relação da original e até já consegui um novo garfo, porém este ainda necessita ser pintado antes de ser montado na bicicleta. Não mais a utilizo no dia-a-dia apenas por receio de tê-la acidentada ou roubada, porém ela se comporta com muita classe quando resolvo colocá-la em marcha, geralmente em companhia de minha filha que também possui uma Caloi 10 antiga para uso próprio, novamente restaurada por mim.
Hercules anos 40 – Cláudio Carlquist
Hercules fabricada nos anos 40 do Cláudio Carlquist:
Esta Hercules foi dada ao meu pai pelo meu bisavô, que era proprietário da farmácia que empregava meu pai quando criança. Meu pai a usava em serviços de entrega, e como eu, também não tinha altura para conduzir sua bicicleta. Diferente de mim, ele optava por pedalar “por dentro do quadro”, e quando deixou o emprego recebeu a bicicleta como presente. A mesma foi bem usada até meados dos anos 70, quando meu pai aparentemente “desistiu de pedalar”. Infelizmente a bicicleta foi abandonada ao relento por mais de 20 anos e por pouco não foi descartada, porém meu pai se animou ao ver o trabalho que fiz em minha Caloi 10 e me perguntou se eu faria o mesmo em sua Hercules. Devido ao péssimo estado da mesma, fui desencorajado por todos a quem perguntei, mas o resultado final está aí. O serviço de cromeação e pintura com filetagem manual levou mais de um ano para ser concluído, o selim foi refeito artesanalmente e a coroa com a inscrição “Hercules” foi comprada no eBay. Novamente, uma bicicleta praticamente original e totalmente confiável, como era há mais de 60 anos. Meu pai até se animou a pedalar um pouco novamente…
Phillips 1953 – Paulo Roberto Cunha
Essa é uma daquelas raridades que dão gosto de se ver. Uma Phillips ano 1953 restaurada nos moldes originais! Nosso amigo Paulo Roberto Cunha, de São Paulo, está de parabéns!
Antes da restauração:
Após a restauração:
Diz a história que o dono dessa bicicleta a usava para trabalhar em fábricas na região de Jundiaí, interior de SP (cerca de 50 km da capital). Por isso, a bicicleta apresentava muita terra. Quando o dono morreu, o filho ou o neto herdou a bicicleta e a deixou encostada no quintal, tomando chuva e sol. Um dia, essa pessoa decidiu restaurá-la e a levou para um colecionador de bicicletas antigas de Jundiaí, com a intenção que esse colecionador fizesse ou indicasse um restaurador. Mas o dono da bicicleta se encantou por uma outra Phillips que o colecionador estava vendendo (totalmente restaurada) e deu a dele como parte do pagamento. Um dia eu procurei esse colecionador para comprar uma bicicleta e ele me mostrou várias bicicletas antigas totalmente restauradas … mas eu me encantei justamente por uma que ele não estava vendendo, que estava pindurada numa parede de canto, que era aquela bicicleta do antigo empregado das fábricas de Jundiaí. E acabei ficando com ela. Deu trabalho restaurá-la e, no final do processo, gastei mais dinheiro do que se eu tivesse comprado uma daquelas já restauradas que o colecionador estava vendendo. Mas acho que valeu a pena, ter pego a bicicleta naquele estado e ter colaborado para sua restauração me deu muito prazer e muito aprendizado.
Caloi 10 1977 – Valter
Essa é a história da Caloi 10 do Valter Martins, de Santo André:
Meu nome é Valter Martins, tenho 46 anos e essa história começa em 1977, quando meu pai me presenteou com uma Caloi 10, comprando na Mesbla de Santo André.
Naquela época, era tirar da caixa, colocar os pedais para fora, encher os pneus, alinhar o guidon, e estava pronto para andar, lembro–me como se fosse hoje, o prazer de pedalar da Mesbla, que ficava no centro de Santo André até minha casa, distante 8 km, que naquele dia garoava, mas com muito prazer.
Toda minha juventude foi sobre duas rodas, foram muitas viagens para Santos, quando se podia descer pela estrada velha do mar, até para Bertioga fiz essa viagem, que levei 5 horas.
Quando em 1986, ao me casar, dei a minha irmã, que morava no interior e levou para essa cidade.
Nunca mais tive noticias dela, aí comprei em 1988 uma Monark 10 que mantenho até hoje, toda original (veja a foto).
Voltando a Caloi 10, tive conhecimento que minha irmã havia levado até a casa de praia de meu pai, onde lá se encontrava com mais umas 6 bicicletas.
Em janeiro de 2008, quando fizemos uma viagem para Caraguatatuba, lá a encontrei, não era mais verde, e sim vermelha, não mais tinha seu guidon origina nem mesmos os manetes, mas todo o conjunto, mantinha a originalidade, inclusive as sapatas de freios.
Liguei a ela pedindo para levá-la para Santo André, pois havia decidido em sua restauração, e a boa notícia é que ela mantinha os manetes e o guidon originais no sótão de sua casa, onde resgatei.
Desmontei a inteirinha, levando todas as peças menores em um recipiente com diesel, deixando a por mais de uma semana.
O quadro e o garfo, estavam sem nenhuma ferrugem, mas era vermelha e meu desejo era resgatar a cor verde, que para minha surpresa, na parte do garfo que fica por dentro do quadro, essa cor verde era mantida.
Levei a um amigo, pintor de automóveis que fez um belíssimo trabalho, mantendo a cor original.
Levei todas as peças a um mecânico de bicicletas de minha confiança, que a montou, deixando a igual como a 31 anos atrás. Foram 60 dias desde a desmontagem até a montagem final.
O custo dessa restauração foi em torno de R$ 150,00, que foi a montagem, pneus, raios de inox, quanto aos demais componentes só bastou uma limpeza.
Consegui através do 2° Encontro da Caloi 10, promovida pela Sampa bikers, os adesivos originais, com um colega que me presenteou com o kit completo.
Enfim, essa é minha história,
Valter

























